ANP ALEGA “SITUAÇÕES DE RISCO GRAVE IMINENTE” E INTERDITA TOTALMENTE A REFIT
A semana chega ao fim com um novo revés para a Refit (Refinaria de Manguinhos), no Rio de Janeiro. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a interdição total da unidade, alegando a existência de “falhas críticas” nos sistemas de segurança operacional, principalmente no combate a incêndios. No documento que fundamenta a paralisação da planta (disponível aqui), a agência afirma haver uma “falha sistêmica na gestão de elementos críticos para a segurança operacional”.
A refinaria passou por fiscalizações realizadas por técnicos da ANP no último dia 14. O objetivo da auditoria foi avaliar as condições para manutenção da interdição parcial das instalações, em decorrência de ações no escopo da operação Carbono Oculto. A fiscalização também analisou a medição e o registro do histórico de produção e movimentação, além do modelo de operação atualmente adotado pela unidade.
Durante a inspeção, a ANP informou ter identificado situações de “risco grave iminente”. Entre os problemas apontados estão o subdimensionamento do Sistema Fixo de Combate a Incêndio (SFCI), cujo volume de água seria insuficiente para o combate a incêndios em tanques de grande porte; a insuficiência de bombas e de válvulas de proteção de emergência (VPE) para atendimento a cenários críticos; a ausência de detectores de gás inflamável e de incêndio em áreas consideradas sensíveis da refinaria; e riscos aos brigadistas, que estariam potencialmente expostos a níveis de radiação superiores ao dobro do limite considerado seguro.
Diante do quadro, a ANP determinou a interdição de toda a instalação produtora de derivados da Refit, incluindo áreas de processo, movimentação, tancagem, expedição e carregamento de produtos. A agência autorizou apenas a movimentação estritamente necessária para a retirada dos inventários de produtos combustíveis e inflamáveis dessas áreas.
Para que a interdição seja suspensa, a Refit deverá corrigir todas as falhas apontadas, testar os novos equipamentos, realizar simulados de emergência e apresentar, em até 48 horas, um plano para a destinação dos produtos estocados.
Share this content:

Publicar comentário