Petrobras navega em mar azul, mas de olho no horizonte
A Petrobras atravessa um daqueles momentos que o investidor gosta de ver no balanço — e no gráfico. A companhia bateu recordes de produção e exportação, com alta de 11% no volume extraído, o melhor resultado em dez anos. Mais do que isso: apresentou um índice de reposição de reservas de 175%, o que significa que está encontrando mais petróleo do que produz. No ritmo atual, há reservas suficientes para cerca de 12 anos e meio de operação.
Para Felipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, a estatal está “navegando no mar azul”. Ele pondera que, se o petróleo estivesse acima da média histórica, os resultados seriam ainda mais robustos. Ainda assim, avalia que a empresa acertou ao focar “no que sabe fazer mais”: exploração e produção. Segundo ele, apesar de alguns anúncios de investimento terem causado ruído inicial, nada foi suficiente para minar a confiança do mercado. “Está fazendo realmente um bom trabalho, está fazendo a sua parte”, afirmou, ao comparar a gestão atual com períodos anteriores.
Há também estratégia no longo prazo. Como existe um limite de produção projetado para 2031/2032, a companhia já se movimenta em novas frentes, como a exploração na Bacia do Amazonas, para sustentar o ritmo. Villegas projeta bons dividendos em 2026 e faz uma observação curiosa: o petróleo em níveis não tão elevados acaba sendo positivo para a imagem da empresa, porque reduz pressões políticas sobre preços de combustíveis no Brasil. Menos tensão, menos risco de intervenção — e, para o investidor, previsibilidade vale quase tanto quanto o barril cheio.
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