O ‘empoderamento bioenergético’ do agro brasileiro

O ‘empoderamento bioenergético’ do agro brasileiro

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O “empoderamento bioenergético do Brasil” foi tema de um dos painéis do 15º Congresso da Andav, a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários, em São Paulo, nesta terça-feira, 11.

E a expansão expressiva da geração de biodisel, hoje presente em 15% de mistura do diesel (B15), e do etanol, em 32% da gasolina (E32), foi classificada pelo professor Marcos Fava Neves, da Universidade de São Paulo (USP) e Markestrat como “o melhor que aconteceu nos últimos dez anos” no agro brasileiro.

Fava Neves contou que, em junho, no Fórum Mundial de Agronegócios, na Irlanda, cada participante de um painel deveria expor o que de mais relevante seu país tinha no agronegócio.

E, no caso do Brasil, ele destacou a bioenergia no painel que chamou de “Agroflix”, uma “série de 16 capítulos” em que lista 16 pontos que esclarecem a realidade e as potencialidades da produção de bioenergia a partir de produtos agrícolas cultivados nas lavouras brasileiras.

“Em apenas 10, 11 anos se estabeleceu um parque industrial muito mais democrático do que o da cana, porque é no Brasil inteiro (cana se localiza basicamente no interior de São Paulo)”, explicou, ao mostrar num mapa os locais em que estão ou vão ser instaladas usinas para a geração de diesel de soja e canola, além de outras oleaginosas, e de indústrias de etanol a partir de milho.

Inclusive para atender os segmentos de aviação a navegação marítima.

“Tivemos a evolução do etanol de milho e do biodiesel. Também a evolução do etanol de trigo, de canola”, e mencionou as possibilidades da canola na safra de inverno no Rio Grande do Sul.

Frota abastecida

O professor ainda mencionou grandes empresas produtoras de grãos que usam quantidades de biodiesel em máquinas para o trabalho cotidiano na propriedade. Como a mato-grossense AMaggi, que já tem utilizado B100 em uma centena de seus caminhões, e a usina paulista São Martinho, que utilizado uma colhedora de cana movida totalmente a etanol.

“Então vocês imaginam a revolução que vai ser para o agro brasileiro o dia em que uma usina de cana conseguir usar a sua própria energia, e se ver livre do diesel”, apontou.

Fava Neves ainda descreveu um a um os “16 capítulos da série Agroflix”, ou seja, os resultados e retornos que a expansão e a ampliação dos setores de biodiesel e etanol vão proporcionar ao agronegócio brasileiro e aos seus protagonistas, como os produtores rurais.

Desde a transformação de áreas de pastagens degradadas em ambientes produtivos de culturas para gerar os biocombustíveis, até o investimento bilionário em usinas que vão criar empregos.

“Gera emprego, gera imposto, diminui a importação (de diesel e gasolina), libera exportações, agrega valor, transforma o grão em carne, gera o próprio biogás. Foi o que contei para eles (no evento na Irlanda)”: esta é a coisa mais bonita que estou vendo no agro brasileiro nos últimos dez anos”, reiterou.

Ele ainda citou recente reportagem de revista americana apontando o Brasil como o país menos vulnerável a eventuais crises internacionais do petróleo.

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Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/not%25C3%25ADcias/rural/o-empoderamento-bioenergetico-do-agro-brasileiro-1.1738423
Data: 2026-08-11 21:09:00





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