Etanol e gasolina ficam mais caros no início do ano, diz Fipe

Etanol e gasolina ficam mais caros no início do ano, diz Fipe

da Agência iNFRA

O etanol hidratado registrou a maior alta entre os combustíveis em janeiro de 2026, com aumento médio de 3,5% em relação a dezembro, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe. O preço médio nacional do biocombustível chegou a R$ 4,63 por litro, em um cenário de entressafra da cana-de-açúcar e reajustes nas principais regiões produtoras.

A gasolina também ficou mais cara no início do ano. A gasolina comum subiu 1,8%, para R$ 6,396 por litro, enquanto a aditivada avançou na mesma proporção, a R$ 6,543. O movimento reflete, entre outros fatores, o aumento das alíquotas do ICMS aplicado pelos estados a partir de janeiro. O diesel teve alta mais moderada: o S-10 subiu 0,6%, para R$ 6,213, e o diesel comum avançou 0,3%, para R$ 6,142. O GNV foi o único combustível com queda no mês, de 2,3%, com preço médio de R$ 4,541.

No acumulado de 12 meses até janeiro, o etanol também lidera as altas, com avanço de 8,4%. As gasolinas comum e aditivada registraram elevação de 2,3% no período. Já o GNV (-4,9%), o diesel S-10 (-0,6%) e o diesel comum (-0,9%) apresentaram recuo.

Regionalmente, os maiores preços médios da gasolina comum foram observados no Norte (R$ 6,733) e no Centro-Oeste (R$ 6,465). No caso do etanol, o Norte (R$ 5,325) e o Nordeste (R$ 4,901) concentraram os valores mais altos, enquanto Sudeste e Centro-Oeste tiveram os menores preços. Para o diesel S-10, os maiores custos também ficaram no Norte.

O levantamento inclui ainda o Indicador de Custo-Benefício Flex, que compara os preços do etanol e da gasolina. Em janeiro, o etanol correspondeu a 74,8% do valor da gasolina na média nacional, acima do patamar de 70% considerado mais vantajoso para o biocombustível, o que amplia a competitividade da gasolina na maior parte do país.

Segundo o Indicador de Poder de Compra, abastecer um tanque de 55 litros de gasolina comprometeu, em média, 5,9% da renda domiciliar no terceiro trimestre de 2025, abaixo dos 6,2% registrados um ano antes. O peso foi maior no Nordeste e no Norte e menor nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

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