BB: Eneva mantém flexibilidade financeira com vencimentos confortáveis e modelo defensivo – Broadcast
Por Crisley Santana
São Paulo, 27/01/2026 – O BB Investimentos avalia que a Eneva exibe um cronograma de vencimentos considerado confortável, fator que garante flexibilidade para eventuais refinanciamentos.
Os analistas Viviane Silva, Melina Constantino e Fernando Cunha Filho ressaltam que o modelo de negócios da empresa é “defensivo”, sustentado por fluxos de caixa contratados, provenientes de receitas fixas de geração de energia com reajuste atrelado à inflação.
As perspectivas também são descritas como positivas diante do Leilão de Reserva de Capacidade, agendado para março de 2026, voltado a termelétricas e hidrelétricas. Segundo o banco, o certame surge como oportunidade estratégica para a recontratação de ativos cujo vencimento dos contratos ocorre entre 2026 e 2031, além de viabilizar novos projetos.
No campo operacional, o relatório aponta que o Ebitda do terceiro trimestre de 2025 alcançou recorde trimestral pelo quarto período consecutivo, impulsionado sobretudo pelo desempenho dos ativos adquiridos no quarto trimestre de 2024. A corretora observa que, em meio a chuvas abaixo da média histórica, o maior despacho das termelétricas elevou a geração e, consequentemente, a receita. A tendência teria se intensificado no quarto trimestre de 2025, a partir de dados já divulgados pela companhia.
Entre os projetos em execução, o destaque é o complexo termelétrico Azulão 950, em Silves (AM). Com potência instalada de 950 MW, suficiente para atender cerca de 4 milhões de residências, o empreendimento envolve investimento estimado em R$ 5,8 bilhões. O BB Investimentos projeta início de operação entre 2026 e 2027, com potencial de gerar aproximadamente R$ 2,4 bilhões em receita fixa anual por 15 anos.
Em relação à estrutura de capital, a Eneva encerrou o terceiro trimestre de 2025 com alavancagem medida pela razão dívida líquida sobre Ebitda ajustado em 2,7 vezes, patamar estável frente ao trimestre anterior. Os vencimentos concentram-se majoritariamente a partir de 2029, com prazo médio de 5,8 anos. O relatório destaca que 82% da dívida total é indexada ao IPCA, com spread médio de 5,2%.
Contato: crisley.santana@estadao.com
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
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