TCU investiga licitação bilionária da Petrobras por suspeita de direcionamento

TCU investiga licitação bilionária da Petrobras por suspeita de direcionamento

Uma denúncia de direcionamento em uma licitação bilionária da Petrobras trouxe a atenção do TCU. O contrato de R$ 16,5 bilhões para construir 12 embarcações foi vencido por Bram Offshore e Starnav, mas critérios alterados no edital, segundo a Logística Brasil, teriam favorecido as empresas vencedoras.

A licitação realizada pela Petrobras e avaliada em R$ 16,5 bilhões é foco de uma investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) devido a denúncias de direcionamento do resultado. O certame, vencido pelas empresas Bram Offshore e Starnav, envolve a construção e afretamento de 12 embarcações do tipo PSV. As suspeitas foram formalizadas pela Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística (Logística Brasil), que contestou o resultado dias após a assinatura dos contratos.

Pontos Principais:

  • O contrato é avaliado em R$ 16,5 bilhões e foi vencido por Bram Offshore e Starnav.
  • Denúncia aponta que mudanças no edital favoreceram empresas com estaleiros próprios.
  • Critérios foram alterados durante a licitação, segundo a Logística Brasil.
  • A investigação foi encaminhada ao ministro Walton Alencar, do TCU.

De acordo com a denúncia, os critérios que definiram o resultado foram incluídos no processo licitatório pouco antes da entrega das propostas, o que teria restringido a participação de concorrentes que terceirizam a construção de embarcações. Com isso, as empresas vencedoras, que possuem estaleiros próprios, teriam recebido uma vantagem competitiva.

O TCU investiga uma licitação da Petrobras de R$ 16,5 bilhões para construção e afretamento de 12 embarcações do tipo PSV, após denúncia de direcionamento feita pela Logística Brasil – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A contestação foi apresentada ao TCU pela Logística Brasil quatro dias após a assinatura dos contratos. A entidade destacou que as mudanças nas regras do edital limitaram a competitividade e configuraram um cenário desfavorável para outros participantes.

A licitação, que é considerada uma das maiores do setor, recebeu críticas por sua condução e transparência. A análise pelo TCU ainda está em fase inicial, e os técnicos avaliam se houve descumprimento de normas ou favorecimento indevido.

Além das questões relacionadas à licitação, a Petrobras também enfrenta desafios no mercado de combustíveis. Segundo dados da Abicom, os preços do diesel e da gasolina praticados pela estatal têm defasagem em relação ao mercado internacional, impactados pela valorização do dólar e pela cotação do barril de petróleo tipo Brent.

No cenário econômico, o preço do diesel está 16% abaixo do mercado internacional, enquanto a gasolina apresenta uma defasagem de 11%. Mesmo com a alta no dólar e oscilações no preço do Brent, a Petrobras optou por não reajustar os valores nas refinarias, mantendo os preços praticados desde julho de 2024.

A licitação e os desafios econômicos enfrentados pela estatal ocorrem em um momento em que o setor de energia no Brasil segue sob atenção devido às mudanças regulatórias e às pressões de mercado. A investigação do TCU pode impactar futuros processos de contratação e a percepção de investidores sobre a governança da Petrobras.

Fonte: InfoMoney, Oglobo e Bpmoney.

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