Usinas reversíveis são caminho para matriz energética ainda mais limpa
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O Brasil é conhecido por contar com matriz energética limpa, mas ainda pode avançar nessa área. Um caminho para isso é a regulação e desenvolvimento de projetos de usinas hidrelétricas reversíveis, em que o excesso de energia gerada é usado para bombear parte da água de volta ao reservatório depois de passar pelas turbinas. Usinas reversíveis podem funcionar, na prática, como se fossem baterias. Pelas contas da Associação Brasileira dos Geradores de Energia (Abrage), elas poderiam aumentar em 15% a potência instalada do país.
Elas podem ser importantes no estágio atual do setor elétrico. “Nos últimos dez anos, diversificamos nossa matriz energética. O mundo mudou, a matriz mudou e a expansão também, por meio de usinas eólicas e solares, que não entregam capacidade de gerar o tempo todo”, diz Marisete Dadald Pereira, presidente da Abrage. “Agora é preciso colocar mais recursos tanto em potência quanto em flexibilidade. O armazenamento vem para isso.”
Existem apenas três usinas reversíveis em funcionamento no país, duas no Estado de São Paulo (Pedreira e Traição), uma no Rio de Janeiro (Vigário) — embora nem essas operem todo o tempo como reversíveis. As usinas paulistas podem bombear água do Rio Pinheiros para a Represa Billings, que ajuda no abastecimento de São Paulo e gera energia pela hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão. Para garantir a qualidade da água, a operação só é permitida em períodos de cheia do rio, de modo a minimizar a contaminação da Billings pela poluição do Pinheiros.
Devido a mudanças no clima, com grandes variações no regime de chuvas, têm surgido diversos projetos para estocar energia, e as usinas reversíveis são vistas como uma das soluções possíveis. Elas apresentam algumas vantagens sobre as baterias químicas conhecidas pela sigla BESS (Battery Energy Storage System). Uma delas é o tempo de vida útil. Enquanto uma usina reversível pode operar normalmente por 80 a cem anos, uma BESS guarda energia por apenas 15 anos. As duas tecnologias não são incompatíveis. Nada impede que haja usinas reversíveis e também parques de baterias.
O crescimento da geração eólica e solar, fontes intermitentes, criou dificuldades para a operação do sistema no Brasil. Quando a geração atinge picos, é preciso cortá-la (procedimento conhecido como curtailment) para evitar instabilidade e apagões. A energia desperdiçada poderia ser usada pelas usinas reversíveis no bombeamento da água. Usinas reversíveis também poderiam ser acionadas em momento de picos de demanda, complementando as termelétricas e contribuindo para que a matriz energética se torne ainda mais limpa.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou no início do mês resoluções dando início à licitação de novas usinas reversíveis usando reservatórios já existentes. Há, ainda, a alternativa de criar pequenas usinas, em parte subterrâneas. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) já fez estudos sobre o assunto. Quanto mais rápido forem implementados, melhor.
Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/editorial/coluna/2026/05/usinas-reversiveis-sao-caminho-para-matriz-energetica-ainda-mais-limpa.ghtml
Data: 2026-05-03 03:13:00
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