Verdinhas: Petrobras e BP anunciam negócios em biocombustíveis; Latam emite menos em solo

Verdinhas: Petrobras e BP anunciam negócios em biocombustíveis; Latam emite menos em solo

Na semana em que o petróleo domina o noticiário, após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, iniciativas ligadas a biocombustíveis também foram notícia no Brasil: a petroleira britânica BP abriu uma nova empresa com a Corteva para produção de matéria-prima e a Petrobras fechou contrato de biodiesel para a Vale. 

Confira essas e outras notícias na edição de Verdinhas, a seção de notas do Reset.

Joint venture para biocombustíveis

A petroleira britânica BP e a multinacional agrícola Corteva anunciaram uma joint venture para produzir óleo para uso em biocombustíveis. A Etlas terá participação igualitária entre as duas companhias. A empresa vai cultivar culturas agrícolas como canola, mostarda e girassol voltadas à fabricação de combustível sustentável da aviação (SAF) e o diesel renovável (RD). 

A expectativa é alcançar, até 2030, um milhão de toneladas métricas de matéria-prima por ano, o que pode gerar mais de 800 mil toneladas de biocombustível. O fornecimento de óleo deve começar em 2027.

Biodiesel da Petrobras à Vale

A Petrobras assinou um acordo com a Vale para fornecer diesel S10, com adição de 15% de biodiesel, para operações da mineradora em Minas Gerais. As companhias não revelaram valores nem volumes. A parceria faz parte da estratégia da petroleira de se aproximar dos consumidores finais após a venda da BR Distribuidora. 

O contrato também prevê a possibilidade de compra e venda de Diesel R e tratativas para o fornecimento de HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), afirmou a estatal em nota. 

Desde 2023, as duas empresas vêm atuando em parceria de negócios para o desenvolvimento de soluções de baixo carbono. Em 2024, foi estabelecido acordo para cooperação, incluindo os testes de diesel R5 (5% de conteúdo renovável, além dos 15% obrigatórios de biodiesel) e de bunker com 24% de parcela renovável.

CO2 de avião em solo

A companhia aérea Latam evitou a emissão de 16 mil toneladas de CO2 em oito aeroportos no Brasil em 2025 com iniciativas como substituir equipamentos movidos a combustível fóssil e conectar os aviões à infraestrutura elétrica do aeroporto. A medida faz parte de um projeto da companhia com o objetivo de reduzir em 80% o consumo de combustível para manter os sistemas da aeronave em funcionamento no pátio. 

Com as soluções em solo, a Latam também deixou de consumir cerca de 6,4 milhões de litros de combustível no último ano, o que representa uma economia de US$ 2 milhões. 

Os maiores bancos de Wall Street ganharam mais financiando projetos verdes do que  empresas de combustíveis fósseis – pelo quarto ano consecutivo.

Em 2025, a receita com empréstimos e emissões de títulos ligados ao clima somou cerca de US$ 3,7 bilhões, 28% mais que os US$ 2,9 bilhões obtidos com operações ligadas a petróleo, gás e carvão, segundo dados compilados pela Bloomberg

Ainda assim, o volume recuou em relação a 2024, quando os bancos arrecadaram US$ 4,2 bilhões com projetos verdes, em meio a pressões políticas de Donald Trump que levaram ao fim da Net-Zero Banking Alliance, coalizão dedicada a reduzir a pegada de carbono do setor.

Logística reversa 

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou portaria que prorroga por um ano as metas de reciclagem de eletroeletrônicos previstas para 2025: atingir pelo menos 17% do volume dos produtos que colocam no mercado. A razão, segundo a pasta, é evitar vácuo regulatório no sistema de logística reversa enquanto o governo revisa os objetivos até 2030.

Uma segunda portaria atualiza os critérios de habilitação de entidades gestoras e dos verificadores de resultados dos sistemas de logística reversa de embalagens, ampliando exigências de controle, transparência e credibilidade. 

Carbono na Bolsa

A B3 divulgou a nova carteira do Índice Carbono Eficiente (ICO2) para 2026 com 65 companhias – quatro a mais que no ciclo anterior. O índice busca incentivar empresas listadas a adotarem boas práticas de eficiência e gestão de suas emissões de gases de efeito estufa. 

Das companhias que seguem no índice neste ano, 75% reduziram a intensidade de emissões em relação à receita. No ranking geral, as empresas com melhor relação entre emissões e receita foram a própria B3, Banco ABC, Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Gafisa, Itaú Unibanco, Santander, Tim e Vivo. A carteira completa está disponível na plataforma ESG Workspace da B3. 

Edital para certificação de carbono

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicou um edital para selecionar propostas de um estudo técnico sobre a certificação de créditos de carbono no Brasil, com apoio de até R$ 10 milhões. A iniciativa, em parceria com os ministérios do Meio Ambiente e da Fazenda, busca apoiar a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).

Podem participar entidades públicas ou privadas com sede no Brasil, individualmente ou em consórcio. O projeto selecionado deverá ser concluído em um mês. As inscrições são gratuitas e ficam abertas até 9 de fevereiro, às 17h, pelo Portal do Cliente do BNDES.

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