IBGE deve abrir cerca de 100 vagas temporários para região de Passo Fundo para o Censo Agropecuário
O governo federal autorizou a contratação de mais de 39 mil profissionais temporários pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aval foi publicado no Diário Oficial da União e prevê contratações por tempo determinado para atender demandas temporárias do instituto. No entanto, ainda não há definição sobre cargos, salários, prazos e inscrições, informações que devem ser detalhadas no edital do processo seletivo.
Na região de Passo Fundo, a previsão é de abertura de cerca de 100 vagas temporárias para atuação no Censo Agropecuário. O assunto foi destacado pelo coordenador regional do IBGE em Passo Fundo, Jorge Bilhar, em entrevista à Rádio Uirapuru. Segundo o coordenador, os municípios com maior número de vagas devem ser Marau, Passo Fundo, Casca, Fontoura Xavier e Soledade, considerando a concentração de propriedades e estabelecimentos agropecuários. A previsão é de que a região levante dados de mais de 23 mil estabelecimentos, incluindo grandes, médias e pequenas propriedades.
Ainda conforme Bilhar, as inscrições para o processo seletivo devem ser abertas ainda este ano, mas todos os detalhes, como requisitos, salários e cronograma, só serão confirmados com a publicação do edital, que valerá para todos os municípios do Brasil. Uma das novidades deste censo é que os recenseadores deverão ter salário fixo, com remuneração adicional conforme a produtividade. O Censo Agropecuário irá mapear toda a produção destinada à comercialização, independentemente do tamanho da propriedade, incluindo atividades como agricultura familiar, pecuária, produção florestal, criação de peixes e outras formas diversificadas de produção rural e urbana. O levantamento também deve utilizar tecnologia avançada, como tablets, inteligência artificial e até drones, para coleta e verificação de dados.
Além do Censo Agropecuário, o IBGE também se prepara para a realização do Censo da População em Situação de Rua, que será feito de forma específica em todo o país, com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas a esse público. O instituto já trabalha na atualização de cadastros, cartografia e no mapeamento de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, reforçando a estrutura necessária para as próximas pesquisas.
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